Theodore De Bry | Matando o prisioneiro | 1592

Publiquei um artigo científico na Fênix – Revista de História e Estudos Culturais. O artigo se chama Antropofagia: As várias dimensões antropológicas.

Para ler o artigo no site da Fênix é aqui. Abaixo, coloco o PDF que contém as imagens.

antropofagia-as-varias-dimensoes-antropologicas

[...] A princípio, o legado pictórico de Albert Eckhout desencadeia duas vigorosas proposições: uma, de que a imagem incidial é proposta pela observação participante do artista em seu meio no qual se encontrava, ou seja, pela racionalidade em estabelecer uma forma para a sua visão de mundo. A outra, se volta para a idealização produzida pelo ato de criação, no qual se obtém a intencionalidade do olhar, a construção de uma imagem-conceito que se configura a partir dos nativos brasileiros [...].

Artigo completo: estilo-eckhoutiano-recriacao-da-realidade

Publicado na revista Continente Multicultural em setembro de 2002.

[...] Os holandeses lançaram a seguinte fórmula para perpetuar as diferenças estilísticas na arquitetura: não permitiram que os moradores de Olinda desmontassem suas casas para aproveitar o material em novas construções em Recife. Assim, quem fosse pego desmontando ou roubando uma telha ou tijolo sem a devida permissão era punido [...].

Artigo completo: barroco-pernambucano-2.pdf

Publicado no Jornal do Commercio em 27 de maio de 2003.

[...] A perfeição das imagens de Vermeer denota a essência da pintura de interior holandesa. As imagens constituem uma homogeneidade quanto ao léxico técnico e à percepção apurada da realidade. Assim, podemos destacar a precisão da composição, da representação da luz e das similitudes dos objetos retratados. De modo que, o mais surpreendente destas obras surge do realismo pictórico que apresentam. Em termos de estilo, a pintura de gênero holandesa constrói a representação da realidade por meio de um alto nível técnico e óptico (com a utilização da câmara escura, que alguns artistas usavam para seu ofício) [...].

Artigo completo: o-interior-do-olhar-holandes.pdf

Publicado no Jornal do Commercio em 01de abril de 2003.

[...] As sutilezas inerentes às diferenças de cada indivíduo reverberam graças ao estilo realista de traços rápidos de Ploeg,  assim como às pinceladas fortes, marcantes e direcionadas – quase um lampejo impressionista. Dessa maneira, a composição de seus “nativos” conota a fragilidade da dignidade humana em significativos índices estéticos. O olhar crítico sobre exclusão social, desvelado pelo empirismo do artista, elabora uma trama visual fértil de significações [...].

Artigo completo: ploeg-e-eckhout-dialogo-possivel.pdf

Publicado no Jornal do Commercio em 27 de agosto de 2002.

[...] Ao conviver durante algum tempo estudando a obra eckhoutiana, tornou-se evidente a premência cultural que o repertório iconográfico dos artistas europeus viajantes  em terra brasileira traz à lume para as  Ciências Sociais.  No entanto, a pesquisa concentra uma  ínfima parte no campo inesgotável do conhecimento. Contudo, são as pequenas admirações que fomentam o pensamento, acrescentando-se assim considerações e reflexões a trabalhos já existentes, numa espécie de árduo processo de aprofundamento do objeto em comum enfocado [...].

Artigo completo: convivendo-com-eckhout.pdf

Publicado no Jornal do Commercio em 14 de março de 2002.

[...] Albert Eckhout estabeleceu-se como um baluarte em seu ofício, ou seja, transmitir impressões sobre a gente que constituía o Brasil Holandês. Suas telas são exuberantes, tanto quanto parecia o Brasil ao olhar europeu. Seu estilo envolve o espectador numa espécie de túnel do tempo. As cores e os contrastes sugerem uma tridimensionalidade, como se as figuras retratadas viessem ao nosso encontro. As grandes proporções dos quadros invadem o espaço – ritmado pela magnitude de homens e mulheres, indígenas e mulatos, mamelucos e negros [...].

Artigo completo: o-tesouro-de-albert-eckhout.pdf

Publicado no Jornal do Commercio em 19 de fevereiro de 2002.

“[…] Apreciar como os holandeses tentaram captar a diversidade cultural do “outro” (enquanto exótico e desconhecido aos padrões europeus), e inventariar o universo da fauna e da flora do Brasil, é deixar-se seduzir pelos ícones e símbolos representados pela acuidade visual dos artistas e cientistas holandeses, perante as diferenças e singularidades do povo conquistado. Se as pinturas holandesas fomentadas por Maurício de Nassau surgiram pelo ímpeto científico, é inegável que a aura artística inerente a elas se entrelaça aos significados epistemológicos. O caráter simbólico e subjetivo que pinturas e desenhos possuem permite transcender o conteúdo descritivo; portanto, tornando-se sensível e contundente como obra de arte […]”.

 

Artigo completo: visoes-do-brasil-holandes.pdf

 

Publicado no Jornal do Commercio em 30 de março de 2000.