Estilo Eckhoutiano: Recriação da Realidade
18/04/2008
[...] A princípio, o legado pictórico de Albert Eckhout desencadeia duas vigorosas proposições: uma, de que a imagem incidial é proposta pela observação participante do artista em seu meio no qual se encontrava, ou seja, pela racionalidade em estabelecer uma forma para a sua visão de mundo. A outra, se volta para a idealização produzida pelo ato de criação, no qual se obtém a intencionalidade do olhar, a construção de uma imagem-conceito que se configura a partir dos nativos brasileiros [...].
Artigo completo: estilo-eckhoutiano-recriacao-da-realidade
Publicado na revista Continente Multicultural em setembro de 2002.
Ploeg e Eckhout: diálogo possível
18/03/2008
[...] As sutilezas inerentes às diferenças de cada indivíduo reverberam graças ao estilo realista de traços rápidos de Ploeg, assim como às pinceladas fortes, marcantes e direcionadas – quase um lampejo impressionista. Dessa maneira, a composição de seus “nativos” conota a fragilidade da dignidade humana em significativos índices estéticos. O olhar crítico sobre exclusão social, desvelado pelo empirismo do artista, elabora uma trama visual fértil de significações [...].
Artigo completo: ploeg-e-eckhout-dialogo-possivel.pdf
Publicado no Jornal do Commercio em 27 de agosto de 2002.
Convivendo com Eckhout
18/03/2008
[...] Ao conviver durante algum tempo estudando a obra eckhoutiana, tornou-se evidente a premência cultural que o repertório iconográfico dos artistas europeus viajantes em terra brasileira traz à lume para as Ciências Sociais. No entanto, a pesquisa concentra uma ínfima parte no campo inesgotável do conhecimento. Contudo, são as pequenas admirações que fomentam o pensamento, acrescentando-se assim considerações e reflexões a trabalhos já existentes, numa espécie de árduo processo de aprofundamento do objeto em comum enfocado [...].
Artigo completo: convivendo-com-eckhout.pdf
Publicado no Jornal do Commercio em 14 de março de 2002.
O Tesouro de Abert Eckhout
18/03/2008
[...] Albert Eckhout estabeleceu-se como um baluarte em seu ofício, ou seja, transmitir impressões sobre a gente que constituía o Brasil Holandês. Suas telas são exuberantes, tanto quanto parecia o Brasil ao olhar europeu. Seu estilo envolve o espectador numa espécie de túnel do tempo. As cores e os contrastes sugerem uma tridimensionalidade, como se as figuras retratadas viessem ao nosso encontro. As grandes proporções dos quadros invadem o espaço – ritmado pela magnitude de homens e mulheres, indígenas e mulatos, mamelucos e negros [...].
Artigo completo: o-tesouro-de-albert-eckhout.pdf
Publicado no Jornal do Commercio em 19 de fevereiro de 2002.
Visões do Brasil Holandês
14/03/2008
“[…] Apreciar como os holandeses tentaram captar a diversidade cultural do “outro” (enquanto exótico e desconhecido aos padrões europeus), e inventariar o universo da fauna e da flora do Brasil, é deixar-se seduzir pelos ícones e símbolos representados pela acuidade visual dos artistas e cientistas holandeses, perante as diferenças e singularidades do povo conquistado. Se as pinturas holandesas fomentadas por Maurício de Nassau surgiram pelo ímpeto científico, é inegável que a aura artística inerente a elas se entrelaça aos significados epistemológicos. O caráter simbólico e subjetivo que pinturas e desenhos possuem permite transcender o conteúdo descritivo; portanto, tornando-se sensível e contundente como obra de arte […]”.
Artigo completo: visoes-do-brasil-holandes.pdf
Publicado no Jornal do Commercio em 30 de março de 2000.
