[...] Com relação aos museus, Picasso os refutava porque “acrescentamos aos quadros dos museus todas nossa estupidez, enganos e pobreza de espírito, no lugar de tratar de procurar a vida interior que existira nos homens que os pintaram”. No entanto, longe dos contemporâneos museus-espetáculos, o Museu Picasso é distinto. Sua concepção representa a antítese disso. Pois, foi proposto de maneira mais intimista, desde a exposição de obras doadas pelos parentes do artista (estima-se que seja uma coleção no valor de US$ 206 milhões) até a estrutura do museu. Esta trabalhada para seguir o princípio de simplicidade de Picasso em expor seus trabalhos artísticos [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 21 de novembro de 2003.
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