[...] Há muito, a fotografia contemporânea transcendeu alguns dos seus pressupostos epistemológicos que lhe postulavam, enquanto suporte, a veracidade  do registro e sua importância como estatuto de captura dos códigos do real. Ao longo da historiografia da imagem fotográfica, se observa que tais barreiras foram suplantadas – o que permitiu que novas perspectivas pudessem formular leituras e olhares subjugando o signo aparente. As coisas subverteram-se e o objeto a ser fotografado já não estava a serviço do simples reflexo da realidade, de uma leitura puramente pela identidade ou por seu reconhecimento [...].

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Publicado no Jornal do Commercio em 22 de setembro de 2007.

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