[...] Só que Picasso não exprime a crueldade por meio da simples representação do horrível; nos transmite este sentimento com mais força, porque recorre a um ritmo sacudido, a um traço incisivo, a anomalias de formas, a valores trabalhados com dureza. O horrível vai além das aparências, sai de dentro do lamento das figuras. Modela a expressão, como se Picasso vivenciasse a crueldade humana sofrida por cada uma delas, em suas diversas reações/sentimentos [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 09 de abril de 2003.
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