Fotografia e Memória
20/03/2008
[...] A partir de uma análise sócio-cultural da iconografia pesquisada, remontei narrativas simbólicas e pautas sociais determinantes para a aristocracia canavieira. De maneira que abordei as representações visuais e conseqüentemente seus valores sociais – verdadeiros índices, quanto a questões de parentesco, gênero, cânones morais, religiosidade, costumes e relações interétnicas. Entretanto, ao discutir sobre identidade (algo indelével aos retratos), se observa a alteridade entre dominantes (senhores de engenho) e dominados (escravos); de como se constrói a imagem do outro e portanto como os paradigmas estéticos são elaborados enquanto mecanismo de distinção social, como também expressão de poder e ideologia [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 20 de janeiro de 2008.
Os Sentidos da Fotografia
20/03/2008
[...] Há muito, a fotografia contemporânea transcendeu alguns dos seus pressupostos epistemológicos que lhe postulavam, enquanto suporte, a veracidade do registro e sua importância como estatuto de captura dos códigos do real. Ao longo da historiografia da imagem fotográfica, se observa que tais barreiras foram suplantadas – o que permitiu que novas perspectivas pudessem formular leituras e olhares subjugando o signo aparente. As coisas subverteram-se e o objeto a ser fotografado já não estava a serviço do simples reflexo da realidade, de uma leitura puramente pela identidade ou por seu reconhecimento [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 22 de setembro de 2007.
Pablo Picasso
20/03/2008
[...] Com relação aos museus, Picasso os refutava porque “acrescentamos aos quadros dos museus todas nossa estupidez, enganos e pobreza de espírito, no lugar de tratar de procurar a vida interior que existira nos homens que os pintaram”. No entanto, longe dos contemporâneos museus-espetáculos, o Museu Picasso é distinto. Sua concepção representa a antítese disso. Pois, foi proposto de maneira mais intimista, desde a exposição de obras doadas pelos parentes do artista (estima-se que seja uma coleção no valor de US$ 206 milhões) até a estrutura do museu. Esta trabalhada para seguir o princípio de simplicidade de Picasso em expor seus trabalhos artísticos [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 21 de novembro de 2003.
Museu do Estado
20/03/2008
[...] Seu acervo riquíssimo, compreende desde mobiliário do século 17 ao 19, a gravuras que retratam o período holandês em Pernambuco, a objetos de terreiros de cultos afro-brasileiros, um conjunto de artefatos indígenas e o significativo acervo da arte pernambucana. Diversa, regional e preciosa, assim poderíamos sintetizar o que representa para a memória visual pernambucana o acervo do Museu do Estado. Nunca é demais registrar: sua reserva técnica contém mais de 12 mil peças. Ali, está armazenada uma bela parte do patrimônio artístico e cultural do Estado de Pernambuco [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 11 de novembro de 2003.
Guernica
20/03/2008
[...] Só que Picasso não exprime a crueldade por meio da simples representação do horrível; nos transmite este sentimento com mais força, porque recorre a um ritmo sacudido, a um traço incisivo, a anomalias de formas, a valores trabalhados com dureza. O horrível vai além das aparências, sai de dentro do lamento das figuras. Modela a expressão, como se Picasso vivenciasse a crueldade humana sofrida por cada uma delas, em suas diversas reações/sentimentos [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 09 de abril de 2003.
O Interior do Olhar Holandês
20/03/2008
[...] A perfeição das imagens de Vermeer denota a essência da pintura de interior holandesa. As imagens constituem uma homogeneidade quanto ao léxico técnico e à percepção apurada da realidade. Assim, podemos destacar a precisão da composição, da representação da luz e das similitudes dos objetos retratados. De modo que, o mais surpreendente destas obras surge do realismo pictórico que apresentam. Em termos de estilo, a pintura de gênero holandesa constrói a representação da realidade por meio de um alto nível técnico e óptico (com a utilização da câmara escura, que alguns artistas usavam para seu ofício) [...].
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Publicado no Jornal do Commercio em 01de abril de 2003.